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Sergio Bonelli, a despedida 26/09/2011

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Quando o dia começou hoje, não esperava ler notícia semelhante na internet: o editor Sergio Bonelli morreu.

Você pode se perguntar: e daí, quem é esse?

Bom, Sergio Bonelli foi um dos maiores editores da atualidade no mercado europeu, um empresário muito bem-sucedido, roteirista extremamente talentoso, um chefe respeitado e respeitador, e uma das pessoas mais apaixonadas pelos quadrinhos de que já se ouviu falar.

Meu primeiro contato com os trabalhos desse senhor de 79 anos foram os roteiros para as histórias do personagem Zagor (criado por ele em 1960, ao lado do desenhista Gallieno Ferri) e para uma das melhores histórias do herói Tex – idealizado por seu pai, Gian Luigi – que já li: El Muerto.

Podemos dizer que a culpa tenha sido do meu pai, que lia as revistas Bonelli, na época publicadas pela Editora Vecchi.

Quando paro pra pensar em todas as histórias escritas por Sergio Bonelli, sob o pseudônimo de Guido Nolitta, me lembro de aventuras emocionantes, roteirizadas como grandes filmes para o cinema.

Apaixonado pelo Brasil, criou o personagem Mister No, um veterano da Guerra da Coreia que decidiu se mudar para Manaus e trabalhar como piloto. As histórias de Mister No sempre mostravam coisas do meu país que eu desconhecia, além de apresentar coisas que eu já sabia e que evidenciavam a apurada pesquisa que Sergio fazia antes de escrever qualquer coisa (na verdade, uma marca registrada de toda a Sergio Bonelli Editore).

Para mim, ele representou uma ótima fase de minha infância e adolescência, sempre acompanhada de tramas repletas de vilões ameaçadores, duelos ao pôr do sol, mocinhos imbatíveis e justos, grandes brigas de saloon e cavalgadas pelas planícies, índios em pé de guerra, viagens pelo Amazonas, lealdade, heroísmo, sacrifício, amizade, honestidade, sinceridade…

Com a sua morte, é como se eu tivesse perdido um grande amigo, que me acompanhou em grande parte da minha vida… um nó se aperta em minha garganta e eu gostaria muito de ter podido algum dia dizer pessoalmente a ele: OBRIGADO, SERGIO! Você é sensacional!

Infelizmente, isso não foi possível, porém, posso guardar boas lembranças e “causos” desse senhor que se foi, mas que estará sempre nos corações de todos aqueles que amam a nona arte.

No site da Sergio Bonelli Editore é possível deixar mensagens de condolências e homenagear o Sergio. Clique aqui para ir até lá.

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Capitão América: aventura pra assistir mais de uma vez 29/07/2011

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Se você costuma passar pelo cinema de vez em quando, ou acompanha a divulgação de novos filmes pela internet, tevê ou jornais, já deve saber que estreia hoje o filme Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: First Avenger), dirigido por Joe Johnston (O Lobisomem).

O longa-metragem é baseado no personagem das HQs que surgiu em 1941, no auge da propaganda antinazismo, criado pelo roteirista Joe Simon e o desenhista Jack Kirby, para a editora Timely Comics (a atual Marvel).

Steve Rogers, o jovem destinado a se tornar o heroico Capitão América, era um rapaz extremamente franzino e doente, motivo de chacota pros fortões. Mas o que lhe faltava em força e tamanho era compensado pelo seu coração disposto a fazer o possível para ajudar aqueles em necessidade. E é assim que ele acaba fazendo parte de um projeto ultrassecreto que o transforma num verdadeiro símbolo na luta contra a máquina de guerra de Adolf Hitler.

Essa é basicamente a premissa da origem do Capitão. Em meio a isso, surge o vilão Caveira Vermelha, que se torna um dos maiores adversários do herói ao longo das décadas. O roteiro do filme se apropria desses elementos para criar a sua própria versão da origem dos dois antagonistas, bem como acrescentar elementos novos que foram baseados em 70 anos de trajetória editorial do super-herói patriota.

Com aventura, humor e ação bem dosados, o diretor acerta em cheio na condução da trama, não deixando nunca a peteca cair. Claramente, ele foi muito beneficiado pelo elenco, que está primoroso. Chris Evan (Scott Pilgrim Contra o Mundo, Quarteto Fantástico), que deu algumas declarações aparentando ter muito medo da reação dos fãs quanto à sua escalação, pode dormir tranquilo, pois entregou uma interpretação que não compromete; aliás, não fica devendo pra ninguém do elenco.

Hugo Weaving surpreende ao dar vida a um Caveira Vermelha crível e completamente diabólico. Sem contar que ele parece estar curtindo muito ser o maior vilão a dar a cara nos cinemas nas produções hollywoodianas recentes.

Tommy Lee Jones faz o seu trabalho exemplar habitual, entregando o papel do coronel Chester Phillips em que dosa humor e seriedade sem se tornar caricato.

Sebastian Stan, que dá vida a Bucky Barnes, é o típico jovem estadunidense ansioso por combater os nazistas e aquele que fica com todas as garotas, enquanto seu amigo Steve se contenta em levar a vida sem maiores expectativas.

Stanley Tucci faz o que se espera dele: consegue trazer carisma e simpatia por um personagem que nunca foi tão explorado nos quadrinhos. No caso, o cientista Abraham Erskine.

Não posso deixar de citar Neal McDonough, que empresta seu talento para o militar Dum Dum Dugan, bastante conhecido dos fãs dos gibis da Marvel. Em alguns momentos, quando ele e a turma do Comando Selvagem surgem na telona, parece até que o diretor emprestou cenas de Bastardos Inglórios.

E o que dizer de Dominic Cooper e Toby Jones, que interpretam Howard Stark e Arnim Zola, respectivamente. Stark é o que se espera dele: canastrão, mulherengo, bon vivant e genial. Quanto a Zola, é o cientista que ajuda o Caveira nas empreitadas malucas dele. Se você já conhece o personagem dos quadrinhos, vai se divertir quando ele surgir pela primeira vez na tela.  

Bom, por fim, encerro falando de Hayley Atwell, a inglesinha bonita que faz o papel de Peggy Carter, a antiga paixão do Capitão. Dona de uma beleza clássica, além de tudo interpreta uma personagem audaciosa e determinada. Sua presença é muito marcante em todas as cenas em que aparece. Ah, sim, antes que eu me esqueça: Stan Lee faz a sua habitual ponta.

E pra quem tem receio de assistir ao filme por medo dele ser uma verdadeira aula de nacionalismo estadunidense, pode ficar sossegado, pois o diretor se afastou o máximo que conseguiu desse aspecto. Na verdade, ele apelou mais pra empatia que todos podem ter ao ver os dramas de Steve Rogers e a sua tenacidade em conquistar seus objetivos.

Como não poderia deixar de ser, é desnecessário dizer que não se pode sair da sala de projeção depois dos créditos, pois tem uma cena pra fazer uma ponte com a próxima superprodução do Marvel Studios,o filme dos Vingadores, que estreia no ano que vem. Apesar dessa necessidade em preparar o terreno pra superequipe, Capitão América tem um excelente roteiro e consegue entregar uma historia mais centrada em si, do que preocupada em mostrar outros personagens das produções futuras.

Capitão América: O Primeiro Vingador tem 124 minutos de duração e está sendo exibido nas versões dublada e legendada, e vem também em 3D. Mas, sinceramente, o 3D não faz muita diferença no todo. Porém, tenho de admitir que em pelo menos uma cena o tontão aqui tomou o maior susto com um dos ricochetes do escudo do Capitão. Curta o trailer logo abaixo e depois se prepare pra ver o longa no cinema!

SPOILERS: DC revela capa e páginas de Brightest Day 22 16/03/2011

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Faltando pouquíssimas edições para a sua conclusão, a maxissérie Brightest Day recebeu destaque hoje no blog da DC. A edição 22 teve suas capas e algumas páginas divulgadas.

A partir daqui, rolam alguns spoilers. Então, se quiser, pare por aqui e siga pra outro post.

Com o título The End and The Beginning, que pode ser traduzido literalmente como O Fim e o Início, a edição parece que focará principalmente na batalha de Nuclear (formado por Ronnie Raymond e Jason Rusch) contra Deathstorm (sua contraparte maligna formada pelo prof. Stein e o pai de Jason, além da matriz versão lanterna negro) e o Antimonitor, que capturou a bateria energética branca e espera tirar dela poder o bastante para conquistar todo o universo.

Escrita por Geoff Johns e Peter Tomasi, e com arte de Scott Clark, Ivan Reis e Joe Prado, Brightest Day 22 chegou hoje às comic shops. No Brasil, a minissérie começou a ser publicada este mês pela Panini com o título de O Dia Mais Claro. A edição zero acabou de chegar às bancas. Acredito que se você for rápido ainda encontre algum exemplar.

Confira algumas páginas da edição:

DC divulga as capas de 2 séries 15/03/2011

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Hoje cedo, foram divulgadas as capas de duas séries mensais da DC que deixaram os fãs bastante empolgados.

A primeira foi a capa alternativa de Justice League: Generation Lost 23, pelo desenhista Aaron Lopresti. Pelo que dá a entender, Max Lord vai bater de frente com seus antigos companheiros de Liga da Justiça Internacional. Porém, ele pode vir a quebrar a cara, já que Batman e Mulher-Maravilha entram na parada.

E a segunda capa divulgada hoje foi a de Batman Incorporated 5, belíssimamente ilustrada pelo genial J.H. Williams III. Então, confira as duas logo abaixo.

SPOILER 2: capa e imagem de R.E.B.E.L.S. 26 14/03/2011

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E hoje pela manhã foi divulgado no blog da DC Comics uma curiosa imagem da série R.E.B.E.L.S. 26, além da sinopse e da capa da edição.

Se ficou curioso, continue lendo o post, mas já vou avisando, contém spoilers!

A imagem foi essa aqui abaixo. Não sei por que, mas a menininha me lembrou muito a filha do Buddy Baker, o Homem-Animal:

Já a sinopse falava sobre a transformação do friamente lógico Vril Dox num escravo de Starro, o Conquistador (aquela criatura que parece uma estrela-do-mar e que já deu muito trabalho pra Liga da Justiça no passado).  Também falava sobre o desaparecimento do Lobo e que a única esperança da equipe de heróis intergalácticos reside num monstro desmiolado e um traiçoeiro supergênio adolescente.

É esperar pra ver no que isso vai dar!

SPOILER: a capa de Flashpoint 2 14/03/2011

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No final da semana passada, foram postadas no blog da DC Comics a capa e a sinopse de Flashpoint 2, a minissérie que lida com alterações cronológicas e realidades paralelas em todo o Universo DC.

Bem, eu não curto muito spoilers, por isso, se você também não gosta, recomendo que não continue lendo este post.

A sinopse já começa com a pergunta sobre onde estão os Maiores Super-Heróis da Terra. Pra quem não sabe, é uma referência à Liga da Justiça. Barry Allen, o Flash que voltou recentemente ao panteão de heróis da editora, prossegue em sua missão de encontrar a resposta para o que está acontecendo, mesmo que morra tentando. E enquanto isso, na Paris submersa, o pirata (?!) Exterminador enfrenta o imperador Aquaman!

Agora, vamos à capa da edição, que tem muito a ver com o lance do Flash acabar morrendo em sua missão, cortesia do artista Andy Kubert!

Então, sem mais delongas, ei-la (mas não diga que não avisei antes, ok?)…

Agente Secreto X-9: clássico de volta 10/03/2011

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A editora Devir lançou recentemente, com dois tipos de acabamento (capa dura e brochura) as clássicas tiras do Agente Secreto X-9, da dupla formada pelo escritor Dashiell Hammett – famoso por suas histórias detetivescas e principalmente pela obra O Falcão Maltês – e pelo desenhista Alex Raymond – normalmente mais reconhecido por seu projeto mais ambicioso, a série Flash Gordon.

Em suas 216 páginas, o livro apresenta tramas em que X-9 (na época ainda sem um nome próprio, mas posteriormente batizado como Phil Corrigan) atua para desvendar crimes cometidos por tudo quanto é criminoso que se possa imaginar.

Um verdadeiro clássico para quem curte o estilo de literatura de Hammett e para os apreciadores de uma arte refinada como a de Raymond, Agente Secreto X-9 (formato 27,5 x 20,5 cm, 216 páginas impressas em tons de sépia, preços de R$ 62,00 para a versão com capa dura e R$ 48,00 para a versão brochura) reúne as tiras publicadas entre os anos de 1934 e 1935. É engraçado notar como o lançamento de algo assim naquela época era visto como um evento de pompa, reunindo a nata da sociedade em bailes de gala pra prestigiar o evento.

Além das tiras, a edição conta com um excelente prefácio escrito pelo editor Leandro Luigi Del Manto, que elucida muito sobre a produção da tira. Vale lembrar que as tiras do herói foram publicadas por diversas editoras aqui no Brasil, entre as décadas de 1930 e 1970.

Apesar de ser bastante antiga, a tira de X-9 se segura bem e mantém o pique, mesmo com a quantidade grande de texto que Dashiell Hammett usava nos roteiros. É interessante frisar que isso meio que afastou o público, que preferia textos mais simples e diretos, sem muito requinte.

E se você é um dos que só conhecia X-9 como um sinônimo para alcaguete ou pela escola de samba santista, vale a pena se enfurnar nos meandros das investigações do detetive mais durão de seu período. Leitura mais do que recomendada!

Bando de Dois: você TEM que ler 26/12/2010

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Sabe, normalmente não fico empurrando HQs pras pessoas lerem, mas no caso de Bando de Dois, do autor Danilo Beyruth, eu faço questão.

Lançado este ano pela Zarabatana Books, o livro faz parte do ProAC – Programa de Ação Cultural de 2009, promovido pela Secretaria de Cultura do governo do estado de São Paulo.

Bando de Dois apresenta a história de dois cangaceiros, Tinhoso e Cavêra di Boi, que tiveram todo o seu bando eliminado pelas forças militares e, por motivos diferentes, ambos se unem para resgatar as cabeças decapitadas de seus amigos.

Daí pra frente, segue-se uma trama muito bem conduzida por Beyruth, que além de exímio narrador gráfico é um excelente roteirista e “diretor cinematográfico”. Sua câmera se movimenta de forma bastante criativa e segura, uma verdadeira aula pra quem quer se aventurar a produzir quadrinhos.

Vale ressaltar que as inspirações do autor pra este álbum são os filmes de Sergio Leone (1929-1989), o diretor italiano responsável pela criação da “trilogia do dólar”, aquela composta por Um Punhado de Dólares, Por uns Dólares a Mais e Três em Conflito (O Bom, O Mau e o Feio), que fizeram com Clint Eastwood se tornasse um dos maiores nomes do cinema.

Além disso, a trama rende uma homenagem (consciente ou não) a Sam Peckinpah (1925-1984), o diretor de cinema que recebeu a alcunha de “poeta da violência”, pelo menos no final, quando ocorre um tiroteio que não faz feio ao filme Meu Ódio Será Sua Herança.

E como se não bastasse sua narrativa e seu roteiro bem alinhados, ainda tem a arte de Danilo Beyruth, a qual deixa o leitor de queixo caído diversas vezes ao longo da edição.

Ah, já ia esquecendo. Beyruth criou um site pra HQ onde é possível ver um trailer de Bando de Dois, baixar a trilha do álbum e encontrar o link do blog do autor. A imagem do site simula uma animação bem bolada. Clique aqui.

Bando de Dois tem 96 páginas em preto e branco, mede 21 x 28 cm e custa R$ 36,00. É um ótimo presente pra quem adora quadrinhos, cinema ou livros de qualidade.

Megan Fox à la Jonah Hex 28/04/2009

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O site Movie Gab divulgou ontem as primeiras fotos da atriz Megan Fox (Transformers) usando o figurino com que vai aparecer no filme Jonah Hex.

Logo, as imagens correram o mundo. Confira algumas abaixo:

Megan Fox

Megan Fox  
 

 

 

 

 

 

 

 

Megan Fox

 Megan Fox

 Olhando pras fotos, a gente fica pensando que se ela respirar um pouco mais fundo, a coluna dela quebra imediatamente. E pensar que já houve uma época em que a mulherada se torturava dessa forma diariamente, pois era muito chique.

Jonah Hex, filme baseado nos quadrinhos publicados pela DC Comics nos anos de 1970, conta a história de um desfigurado ex-soldado confederado (interpretado por Josh Brolin) que ganha a vida como caçador de recompensas no Velho Oeste. A estreia está programada para 6 de agosto de 2010.