jump to navigation

Memória musical: Demis Roussos e… Vangelis? 17/08/2009

Posted by blogdolevitrindade in Música.
Tags: , , ,
3 comments

End of the World, o disco de estreiaÉ, galera, resolvi aproveitar o espaço pra resgatar as músicas e o  histórico de alguns cantores e grupos de muito tempo atrás que deixaram uma marca na memória e nos corações de muitas gerações de ouvintes ao redor do mundo.

O primeiro grupo que vai abrir essa seção, se podemos chamar assim, é Aphrodite’s Child, formado por Demis Roussos no vocal, Loukas Sideras na bateria e (tcham-tcham-tcham-tcham) Vangelis nos teclados.

Demis Rroussos hoje em diaO grego Demis Roussos, pseudônimo de Artemios Ventouris Roussos, passou uma infância um tanto difícil no Egito e na Grécia. Nascido em 1946, aos 17 anos formou o grupo The Idols, que teve curta duração. Ele tocava guitarra e baixo, além de fazer sucesso como vocalista nas vezes em que isso foi exigido.

Pouco depois, foi a vez de dar início à banda We Five ao lado do compositor Lakis Vlavianos, agora como vocalista principal. Em seguida, junto de mais dois outros músicos gregos, formou o grupo de rock progressivo Aphrodite’s Child.

Vangelis na premiére de um de seus discosDemis começou como vocalista, mas também atuou como guitarrista e baixista. Ele contava com Loukas Sideras na bateria e o tecladista e compositor principal Evángelos Odysséas Papathanassio – conhecido mundialmente pelo nome de Vangelis.

O Aphrodite’s surgiu em 1968 e, entre seus sucessos, destacam-se as músicas End of the World, Rain and Tears, It’s Five O’Clock, I Want to Live e Spring, Summer, Winter and Fall.

666 - O último discoPor falta de permissão para tocar na Inglaterra, o grupo mudou-se pra Paris, na época assolada pela Revolução de Maio. O Aphrodite’s Child fez um excelente sucesso com seu disco de estreia, End of the World, mas teve vida curta, pois, em 1972, com o lançamento do álbum 666, encerrou suas atividades prematuramente, por razões não muito bem esclarecidas. A mídia francesa deu como motivo a resistência dos cristãos da Europa a comparecerem aos shows depois do lançamento de 666, o que acabou por desencadear uma série de cancelamentos de apresentações.

Então, Demis Roussos engatou uma carreira solo de muito sucesso, assim como Vangelis se tornou um prestigiado e requisitado compositor de trilhas sonoras para o cinema. Entre as produções das quais participou destacam-se Carruagens de Fogo, Blade Runner – O Caçador de Androides e 1492 – A Conquista do Paraíso.

Abaixo, alguns clipes do Aphrodite’s Child. Eles até podem ser toscos, mas as músicas fazem com que sejam suportáveis.

O sucesso Rain and Tears:

It’s Five O’Clock:

End of the World:

Spring, Summer, Winter and Fall:

I Want to Live:

The Four Horseman, do disco que decretou o fim da banda:

Anúncios

Sam Raimi volta ao básico: Arraste-me para o Inferno 17/08/2009

Posted by blogdolevitrindade in Cinema.
Tags: , , , , ,
add a comment

Cartaz nacional de Arraste-me para o InfernoSustos bem executados, nojeira, escatologia, brigas absurdas, câmera nervosa, humor pastelão, um ar meio mambembe…

Sim, o diretor Sam Raimi está de volta ao gênero que o revelou – [atualizado] como visto na cinessérie Uma Noite Alucinante [fim da atualização] – e mostra que não perdeu a mão. O filme Arraste-me para o Inferno (Drag me to Hell), que estreou na sexta, é um divertido e animado exemplo de  produção preparada pra deixar os fãs colados na poltrona, tensos e ansiosos pelo desenrolar da trama na telona.

Consagrado como o responsável por levar um dos mais famosos personagens dos quadrinhos para o cinema (o Amigão da Vizinhança, ou melhor, o Homem-Aranha), Raimi chegou ao topo da indústria do cinema e conseguiu o respaldo que precisava pra investir em projetos, digamos, menores e mais pessoais.

Ataque dentro do carroA trama do longa começa com um garotinho sendo, literalmente, arrastado para o inferno, vítima de uma maldição cigana. Anos depois, a bancária Christine Brown (Alison Lohman), brigando por uma promoção, dá uma bola fora ao não ajudar uma velhinha – muito nojenta, por sinal – que precisava de um prazo maior pra pagar a hipoteca, sob o risco de ser despejada sem dó e nem piedade.

Daí, acontece o que todo mundo esperava: a mocinha é amaldiçoada e a alma dela será levada pela abominável entidade conhecida como Lâmia, ou cabra preta, ao fim de três dias.

Isso não vai acabar bemLoucura, sustos arrepiantes, uma homérica briga dentro do carro, uma cena extremamente nojenta num velório e uma aterririzante – sim, você vai acabar rindo, apesar dos sustos – sessão de invocação demoníaca seguram o pique da produção e não deixam a peteca cair.

A atriz Alison Lohman e o ator Justin Long estão apenas corretos em seus papéis, sendo a personagem mais interessante a velhinha sangue-ruim Sylvia Ganush (interpretada pela atriz Lorna Raver). São por intermédio dela que acontecem as sequências mais memoráveis e antológicas. Os ciganos que talvez não curtam muito a forma como são apresentados na tela grande.

Vai um beijinho?Se Arraste-me para o Inferno vai animar Raimi a produzir mais longas legais como esse, aí já é outra história, já que o filme teve uma recepção um tanto morna nos Estados Unidos, arrecando 42 milhões de dólares contra os 30 milhões de custo de produção, sem contar com os gastos de marketing. Ao redor do mundo, arrecadou mais 34,5 milhões, no entanto, isso não quer dizer muita coisa para os donos da grana em Hollywood. É importante ressaltar também que esse não é o tipo de filme a que muitos espectadores de hoje em dia estão acostumados, justamente por seu jeitão meio “trash”.

Arraste-me para o Inferno está em cartaz em diversas salas espalhadas pelo país, tem 99 minutos de duração e a censura é de 16 anos. Confira abaixo o trailer com legendas: