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Filmes a que assisti e demorei para resenhar (1) 20/04/2009

Posted by blogdolevitrindade in Cinema.
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Bom, vamos tentar criar uma rotina normal para esse blog…

Cartaz de Gran TorinoGRAN TORINO

Diretor: Clint Eastwood

O veterano da Guerra da Coreia e ex-empregado da Ford Walt Kowalski acaba de perder a esposa e se prepara para os últimos e mais solitários anos de sua vida. No entanto, seus filhos ainda tentam uma aproximação – ainda que interesseira -, mesmo que ele seja o mais encardido e grosseiro ser humano que já pôs os pés sobre a face da Terra.

Entre a cerveja e a solidãoXingando e ofendendo a tudo e a todos, Kowalski passa os dias sentado na varanda, bebendo cerveja como se não houvesse amanhã e batendo um papo com sua cadela da raça labrador.

Porém, esse camarada avesso à socialização, retrógrado e preconceituoso vê sua vida mudar de rumo quando seu vizinho, um adolescente chamado Thao (interpretado por Bee Vang), da etnia hmong, pressionado por uma gangue, tenta roubar a maior preciosidade na vida de Kowalski: seu carro, um Gran Torino 1972.

A partir daí, contra sua vontade, Walt se vê envolvido contra sua vontade com a família de Thao, e passa a reavaliar sua vida, as escolhas que fez, os erros que cometeu e tenta entender o novo mundo em que vive.

Mudança de atitudeUm filme com direção segura, com atuação memorável de Eastwood, o qual encarna todos os tiques de seus antigos personagens (tais como as manias do pistoleiro Josey Wales e do policial Dirty Harry), fazendo com que o espectador que acompanhou a carreira do ator reconheça de cara todas as nuances de sua interpretação e veja como algo crível o velhote ranzinza e boca-dura que ele construiu. Apesar das piadas preconceituosas e os xingamentos politicamente incorretos disparados por boa parte dos 116 minutos de duração, é possível dar boas risadas, assim como reconhecer que esse tipo de atitude é a de um dinossauro esperando para ser enterrado e que não tem mais lugar na sociedade atual.

Gran Torino não deixa de passar uma mensagem clara para os espectadores, algo em que Eastwood vem se especializando nos últimos longas que dirigiu. As temáticas da redenção e da aceitação das diferenças são mais uma vez discutidas, obrigando quem assistiu ao filme refletir sobre tudo o que viu e ouviu durante a projeção até seu final amargo e melancólico.

Se você não teve ainda a oportunidade de ir a algum cinema para assistir a esse filme, não deixe passar a oportunidade e vá correndo, pois ele está sendo exibido em algumas salas. E vale cada centavo, acredite!

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