Capitão América: aventura pra assistir mais de uma vez 29/07/2011
Posted by blogdolevitrindade in Atualidades, Cinema, Quadrinhos.Tags: Capitão América, Capitão América: O Primeiro Vingador, Captain America: First Avenger, Chris Evans, Hayley Atwell, Hugo Weaving, Joe Johnston, Marvel Comics, Marvel Studios, Tommy Lee Jones, Vingadores
trackback
Se você costuma passar pelo cinema de vez em quando, ou acompanha a divulgação de novos filmes pela internet, tevê ou jornais, já deve saber que estreia hoje o filme Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: First Avenger), dirigido por Joe Johnston (O Lobisomem).
O longa-metragem é baseado no personagem das HQs que surgiu em 1941, no auge da propaganda antinazismo, criado pelo roteirista Joe Simon e o desenhista Jack Kirby, para a editora Timely Comics (a atual Marvel).
Steve Rogers, o jovem destinado a se tornar o heroico Capitão América, era um rapaz extremamente franzino e doente, motivo de chacota pros fortões. Mas o que lhe faltava em força e tamanho era compensado pelo seu coração disposto a fazer o possível para ajudar aqueles em necessidade. E é assim que ele acaba fazendo parte de um projeto ultrassecreto que o transforma num verdadeiro símbolo na luta contra a máquina de guerra de Adolf Hitler.
Essa é basicamente a premissa da origem do Capitão. Em meio a isso, surge o vilão Caveira Vermelha, que se torna um dos maiores adversários do herói ao longo das décadas. O roteiro do filme se apropria desses elementos para criar a sua própria versão da origem dos dois antagonistas, bem como acrescentar elementos novos que foram baseados em 70 anos de trajetória editorial do super-herói patriota.
Com aventura, humor e ação bem dosados, o diretor acerta em cheio na condução da trama, não deixando nunca a peteca cair. Claramente, ele foi muito beneficiado pelo elenco, que está primoroso. Chris Evan (Scott Pilgrim Contra o Mundo, Quarteto Fantástico), que deu algumas declarações aparentando ter muito medo da reação dos fãs quanto à sua escalação, pode dormir tranquilo, pois entregou uma interpretação que não compromete; aliás, não fica devendo pra ninguém do elenco.
Hugo Weaving surpreende ao dar vida a um Caveira Vermelha crível e completamente diabólico. Sem contar que ele parece estar curtindo muito ser o maior vilão a dar a cara nos cinemas nas produções hollywoodianas recentes.
Tommy Lee Jones faz o seu trabalho exemplar habitual, entregando o papel do coronel Chester Phillips em que dosa humor e seriedade sem se tornar caricato.
Sebastian Stan, que dá vida a Bucky Barnes, é o típico jovem estadunidense ansioso por combater os nazistas e aquele que fica com todas as garotas, enquanto seu amigo Steve se contenta em levar a vida sem maiores expectativas.
Stanley Tucci faz o que se espera dele: consegue trazer carisma e simpatia por um personagem que nunca foi tão explorado nos quadrinhos. No caso, o cientista Abraham Erskine.
Não posso deixar de citar Neal McDonough, que empresta seu talento para o militar Dum Dum Dugan, bastante conhecido dos fãs dos gibis da Marvel. Em alguns momentos, quando ele e a turma do Comando Selvagem surgem na telona, parece até que o diretor emprestou cenas de Bastardos Inglórios.
E o que dizer de Dominic Cooper e Toby Jones, que interpretam Howard Stark e Arnim Zola, respectivamente. Stark é o que se espera dele: canastrão, mulherengo, bon vivant e genial. Quanto a Zola, é o cientista que ajuda o Caveira nas empreitadas malucas dele. Se você já conhece o personagem dos quadrinhos, vai se divertir quando ele surgir pela primeira vez na tela.
Bom, por fim, encerro falando de Hayley Atwell, a inglesinha bonita que faz o papel de Peggy Carter, a antiga paixão do Capitão. Dona de uma beleza clássica, além de tudo interpreta uma personagem audaciosa e determinada. Sua presença é muito marcante em todas as cenas em que aparece. Ah, sim, antes que eu me esqueça: Stan Lee faz a sua habitual ponta.
E pra quem tem receio de assistir ao filme por medo dele ser uma verdadeira aula de nacionalismo estadunidense, pode ficar sossegado, pois o diretor se afastou o máximo que conseguiu desse aspecto. Na verdade, ele apelou mais pra empatia que todos podem ter ao ver os dramas de Steve Rogers e a sua tenacidade em conquistar seus objetivos.
Como não poderia deixar de ser, é desnecessário dizer que não se pode sair da sala de projeção depois dos créditos, pois tem uma cena pra fazer uma ponte com a próxima superprodução do Marvel Studios,o filme dos Vingadores, que estreia no ano que vem. Apesar dessa necessidade em preparar o terreno pra superequipe, Capitão América tem um excelente roteiro e consegue entregar uma historia mais centrada em si, do que preocupada em mostrar outros personagens das produções futuras.
Capitão América: O Primeiro Vingador tem 124 minutos de duração e está sendo exibido nas versões dublada e legendada, e vem também em 3D. Mas, sinceramente, o 3D não faz muita diferença no todo. Porém, tenho de admitir que em pelo menos uma cena o tontão aqui tomou o maior susto com um dos ricochetes do escudo do Capitão. Curta o trailer logo abaixo e depois se prepare pra ver o longa no cinema!
Comentários»
No comments yet — be the first.